2 de novembro de 2009

Parada do orgulho gay

Sempre apoiei a iniciativa dessa passeata, mesmo sabendo que para a maioria dos seus participantes, a defesa do orgulho passa longe, e muitos ali nem sabem na verdade as razões desse evento. Desconhecem sua origem, sua história e não estão nem aí para o que acontece com eles e seus semelhantes em consequência do preconceito e da intolerância que ainda assola, infelizmente, a todos nós, seres humanos.
Tem a galera que vai pra levantar, literalmente, a bandeira (por sinal bem grande, a do arco íris). Tem a galera que resolve se expor só embaixo dela, a que se expõe explicitamente do lado de fora e às vistas de todos, tem a que vai só olhar, a que vai paquerar, a que vai pra dançar, enfim. Mas creio que muitos nem sairam do armário, estão ali como curiosos e não têm nenhuma coragem de lutar contra o preconceito, mesmo com apenas palavras de contestação a ele.
Já vi gente falar mal de gays para pessoas que são gays sem saber que elas o são. E elas sequer se calaramm, ainda concordaram com o discurso intolerante e com aquela cara de hipocrisia amarela. Achei muito feio, porque penso que ninguém precisa sair por aí dizendo com que sexo gosta de se relacionar, (até porque isso não faz a menor diferença) mas se omitir diante de uma opinião preconceituosa é, no mínimo, covardia.
A intolerância faz parte da história, e se não houvesse ela, não haveria vitórias. Os negros conseguiram, as mulheres conseguiram, e acredito que os gays também conseguirão, e num futuro próximo! O problema é que talvez o preconceito sempre exista, mesmo que ao contrário. Alguém já imaginou como seria uma sociedade composta na maioria de homessexuais que odiassem os héteros? Ou se os brancos fossem discriminados pelos negros e os homens submissos às mulheres?
Não basta só levantar a bandeira do orgulho gay, do orgulho negro, do feminino, do religioso etc. A bandeira, seja qual forem as suas cores, deve ser a da luta contra o preconceito, e este é único. Não importa a quem ele se dirija, ele simplesmente não deveria mais existir.


O anjo que não queria voar, apenas dançar


Êpa, caiu o cílio


Michael Jackson não morreu. Ele apenas deu um tempo e resolveu aparecer por aqui...


Diversão solitária na multidão

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Indivíduo devidamente alcolizado indagando para o policial se as "meninas" eram, de fato, meninas...


Tamancos lejones




A mulher gato

2 comentários:

  1. Minha querida, curti muito saber do seu blog e passear por ele.
    Parabéns pela idéia e pelas fotos.
    Bjs
    Gloria Araujo

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  2. A intolerância, a inveja, a violência, o preconceito e as desigualdades sociais servem aos propósitos de quem está no poder. Se queremos caminhar para uma sociedade mais justa e igualitária, temos que aprender a ceder nas decisões, a dividir os espaços, a ouvir as opiniões diferentes e a ver o Outro. Nós, seres humanos, temos muito que aprender! Adorei as fotos, especialmente o MJ e a mulher-gato.

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